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IT Data analisa cenário do mercado de TI brasileiro
PartnerSales
Publicado em 01/10/2014 às 16:31
A IT Data, empresa brasileira de pesquisa e estudos de mercado e consultoria, é especializada no acompanhamento dos mercados de tecnologia e eletroeletrônicos. Com mais de 280 clientes, a consultoria é formada por profissionais com grande experiência vindos da indústria e de consultorias da área de tecnologia da informação.
Segundo a análise da IT Data, o mercado de TI no Brasil historicamente crescia próximo de 10% ao ano. Porém, desde 2012 o crescimento havia sendo reduzido ao patamar de 6%, acompanhando apenas a inflação.
No primeiro semestre deste ano, houve uma piora nas condições financeiras das empresas e os gastos em TI ficaram estagnados em relação ao ano passado. O mercado de TI caiu 1% no período em relação ao ano passado, o que é um resultado inédito no Brasil. Vários segmentos como indústria, agronegócio e utilidades públicas prejudicaram o resultado geral. “Importante mencionar que o custo da mão de obra de TI está aumentando. Isso compromete a capacidade de novos investimentos por parte das empresas, uma vez que boa parte do orçamento é direcionada ao pagamento de pessoal”, explica Ivair Rodrigues, diretor de Pesquisa da IT Data.
Rodrigues ressalta que a situação das pessoas físicas que compram produtos de informática piorou bastante este ano. Houve aumento de preços devido à valorização do dólar, há mais dificuldade na obtenção de crédito e o consumidor está mais endividado. Além disso, houve uma mudança de comportamento de compra. O consumidor continua comprando PCs, mas trocando menos o produto. Por outro lado, o seu interesse está voltado aos smartphones, que terão um crescimento de 34% nas vendas deste ano. “Mesmo os tablets correm o risco de perder espaço para os smartphones com telas maiores, o que está sendo uma tendência muito forte”, afirma o especialista.
Para este semestre, a consultoria avalia que não haverá grande recuperação no mercado de TI em geral. “Vários segmentos estão com dificuldades financeiras e a apreensão sobre os rumos da política econômica brasileira ainda cria incertezas. O aumento do dólar faz com que os preços de aquisição de hardware e software subam, pressionando o bolso tanto das pessoas físicas quanto o das empresas”, sintetiza Rodrigues.

