PartnerSales


Imprimir

Antena

ITS une-se à TechAccess no desenvolvimento de PC Acessível para portadores de deficiências

PartnerSales

Publicado em 01/09/2009 às 16:18

Desenvolver tecnologia que favoreça a inclusão de pessoas com deficiências visuais e físicas no mercado de trabalho é o objetivo da parceria entre a TechAccess e o Instituto de Tecnologia de Software de São Paulo (ITS), facilitando, inclusive, o cumprimento, por parte das empresas, do cumprimento da Lei nº 10.098 de 2000 e do Decreto nº 3.298 de 1999, que impõe às empresas com mais de cem empregados a contratação de deficientes, em cotas que vão de 2% a 5% do total, conforme o porte da companhia.

 

As empresas alegam entre as dificuldades para cumprir as cotas as deficiências de formação. No entanto, quando se fala em deficientes visuais e com pessoas com deficiências físicas em membros superiores ou deficiência motora ou, ainda, nanismo, “além da formação e da capacitação profissional, esbarra-se na tecnologia, que é cara e importada”, explica José Vidal Bellinetti, diretor do ITS.

 

Vidal lembra que um monitor para pessoa com baixa visão, por ser importada e não contar com incentivos nem benefícios fiscais, chega a custar cerca de R$ 13 mil. A isso soma-se custos com tradução de manuais, softwares etc., inviabilizando a inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho.

 

Essa realidade levou o ITS a se unir à TechAccess, empresa fundada em 2007, por executivos com experiência de mais de 15 anos em tecnologia e mais de três anos em soluções de software e hardware voltadas a pessoas com algum tipo de deficiência. Juntos, desenharam diferentes modelos de PCs Acessíveis, de acordo com as necessidades especiais de cada grupo de usuários, para uso dessa ferramenta em ambientes de trabalho profissional, estudo ou lazer.

 

Na parceria, o ITS responde pela inteligência de construção do PC, ficando o software a cargo da TechAccess. A meta é oferecer um PC completo com custo ao redor de R$ 3.000,00.

 

Esses equipamentos, fornecidos completos – hardware e software – atenderão fundamentalmente pessoas com deficiência visual, física, incluindo motora, e nanismo. Marcelo Soares, diretor da TechAccess, citando estatísticas lembra que “usuários brasileiros com algum tipo de deficiência – segundo classificação do Ministério da Saúde – são 25 milhões, o correspondente a 14% da população. Desse total, 40% estão no grupo de deficientes visuais parcial (de 30% a 10% de visão) ou total (menos de 10% de visão)     “.

 

Todo processo foi desenhado a quatro mãos e estamos buscando parceiros e apoiadores. É um projeto para R$ 5 milhões, para 3 modelos com 2 opções cada modelo. Obtendo o capital, estima Soares, “o produto básico estará disponível em até 12 meses”.