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LG anuncia que não vai mais produzir celulares no mundo, a decisão afeta a fábrica da marca em Taubaté, em São Paulo
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Publicado em 05/04/2021 às 17:05A unidade é a única da empresa no país que produz smartphones, e também fabrica monitores, a área de monitores segundo nota da LG não será afetada
A multinacional sul-coreana LG anunciou nesta segunda-feira que vai encerrar a fabricação de celulares em todo mundo. No Brasil, a decisão afeta diretamente a fábrica da companhia em Taubaté, no interior de São Paulo.
A unidade é a única da empresa no país que produz smartphones, e também fabrica monitores. Dos 1.000 funcionários da planta atualmente, 400 trabalham na divisão de celulares, e têm o emprego em risco.
2ª baixa no pólo industrial do Vale do Paraíba
A decisão da LG é a segunda grande baixa no polo industrial do Vale do Paraíba neste ano. Em janeiro, a Ford anunciou sua saída do Brasil e o consequente fechamento de suas unidades no país. A montadora tinha uma fábrica de motores em Taubaté e gerava 830 empregos diretos.
Com a medida, a LG se torna a primeira grande empresa que produz celulares a se retirar do disputado mercado de smartphones. Mundialmente, o segmento é hoje e liderado por Apple e Samsung, que detinham respectivamente 23,4% e 17% das vendas globais no terceiro trimestre de 2020, segundo a consultoria IDC. Em seguida, aparecem as chinesas Xiaomi (11,6%) e Huawei (8,6%).
A LG aparece no ranking de 2020 na nona posição entre as fabricantes em número de vendas, com uma fatia de mercado de apenas 2%. No Brasil, no entanto, também segundo dados da IDC, a empresa estava entre as três maiores, com 12% do mercado nacional, competindo com Samsung, Motorola e Apple. Em 2020, a empresa chegou a ganhar dois pontos percentuais em participação no mercado nacional.
Produção de monitores não será afetada
A produção de monitores em Taubaté não será afetada pela medida, assim como a outra fábrica que a LG mantém no país, localizada na Zona Franca de Manaus, dedicada à produção de aparelhos de ar-condicionado, geladeiras, TVs e outros eletrodomésticos da chamada linha branca.
Em nota, a empresa sul-coreana disse que o fim das operações no segmento dos celulares foi definida após prejuízos acumulados na área desde 2015. A companhia já havia tentado vender todo o setor, sem sucesso.

