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Maioria dos brasileiros mudou perfil de consumo pós-crise econômica de 2015

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Publicado em 09/02/2016 às 15:00


Diante da crise econômica, o brasileiro muda seu comportamento para manter conquistas. Contra os aumentos de preços e a diminuição de crédito e renda para consumir, a população usou uma arma que está ao alcance das mãos: o smartphone. O celular potencializou a capacidade de pesquisar e comparar do consumidor. E uma pesquisa desenvolvida pela agência de publicidade nova/sb comprovou que esse novo comportamento não é modismo: 92% dos entrevistados se tornaram mais racionais ao consumir; a maioria (49%) através de muita busca de opinião nos sites e aplicativos especializados.



São quatro os perfis encontrados pelo índice popsynergy, pesquisa da nova/sb: Os "Smart Buyers ou Consumidores Inteligentes" (49%), caracterizados pela grande habilidade de economizar e gerir o próprio dinheiro, é se sente menos afetado pela crise financeira que assola o país; os " no Chão" (26%), também praticam o consumo racional, mas não abrem mão de uma certa dose de conveniência; o perfil "Sobrevivente" (17%) não está em posição de escolher muito - tem que reduzir o máximo de custos possível para não se endividar; e, por fim, o grupo "ostentação" (8%), que se caracteriza por dificuldades em abrir mão de gastos e do estilo de vida que tinha antes da crise financeira.



Foram entrevistados mais de 2600 pessoas em todo o Brasil, entre novembro de 2014 e novembro de 2015. Outra descoberta referente ao comportamento do brasileiro em relação ao período é que houve uma mudança brusca no sentido de contenção de gastos em 92% dos entrevistados em apenas um ano, revelando que, além de tudo, a população se mostra bastante flexível em termos de mudança de hábitos. "Em parceria com uma equipe de acadêmicos internacionais e o instituto Ilumeo, criamos uma metodologia de direcionamento de marketing. Estes achados através de estatísticas conferem um caráter científico, e não mais empírico ou intuitivo, para a tomada de decisões. Agora os números demonstram para a gente como pensam os brasileiros e quais são as tendências", explica Sérgio Silva, diretor da nova/sb e também professor de graduação e pós-graduação na FAAP e ESPM, em São Paulo.