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Especial

Máquinas de fazer dinheiro

Daniela Fonseca

Publicado em 05/07/2010 às 13:32

Cada vez mais necessários na vida de pessoas e empresas, os computadores tornaram-se uma fonte inesgotável de lucro para as revendas

 

 

Foi-se um tempo em que ter um computador era privilégio de poucos. Hoje em dia nada mais funciona sem o auxílio dessas máquinas, tanto nas empresas quanto na vida da maioria das pessoas. E é por isso que o mercado brasileiro de computadores não para de crescer. As máquinas já se tornaram o número um da lista dos sonhos de consumo de grande parte dos brasileiros, seja na compra do primeiro ou na troca por um modelo mais novo, e as empresas não vivem mais longe desses equipamentos. Segundo dados de uma pesquisa feita pelo IDC divulgada recentemente, o Brasil ocupava o sexto lugar em número de computadores vendidos no mundo em 2009. Para 2010 a previsão é de que sejam vendidas 13,2 milhões de unidades, alcançando um crescimento de 20% em relação ao ano passado.  

 

Até 2005 o mercado de computadores era muito dependente do segmento corporativo. Essas vendas ainda crescem, mas as facilidades oferecidas para as classes menos favorecidas financeiramente popularizou a tecnologia. Desde então houve um ‘boom’ e os usuários domésticos passaram a ter uma participação mais ativa no crescimento das vendas. Um bom exemplo disso foi o que aconteceu durante a crise econômica de 2009. As vendas caíram 6,4% em relação ao ano de 2008, ou seja, de 11,8 milhões de máquinas vendidas, o número caiu para 11 milhões. Essa queda se deve ao fato de que as empresas, assustadas com o cenário mundial, deixaram de comprar computadores. Enquanto isso, o número de compras feitas por usuários domésticos cresceu 5%, embora não tenha sido suficiente para manter o número total do nível de vendas do ano anterior.

 

Mas falar em ‘computadores’ é muito generalizado, já que a cada dia surgem novos modelos com as mais diferentes aplicações e funcionalidades. Entre eles, estão os PCs (desktops), all in one, nettops e thin clients. Segundo o analista do IDC, Luciano Crippa, esse é um mercado que evoluiu muito e pode ser considerado uma grande tendência entre os fabricantes. “O Brasil tem atraído grande parte dos fabricantes mundiais e aqueles que não estavam aqui até o ano passado, já oficializaram sua entrada. O País é encarado como um mercado muito promissor nessa área”, explica.

  

De olho nesse segmento que cresce cada vez mais e não para de apresentar novidades, pesquisamos as tendências, as funcionalidades e indicações de cada modelo, os lançamentos, as expectativas dos fabricantes e, principalmente, como as revendas podem aumentar sua margem de lucro comercializando esses produtos. A seguir você pode conferir detalhadamente os modelos para que seja mais fácil indicá-los aos seus clientes.

 

  

PCs/Desktops

É o modelo mais conhecido. Sua utilização é a mais flexível, já que serve tanto para escolas, empresas e uso doméstico. O desktop está se posicionando como uma plataforma computacional focada em desempenho. Para as empresas, as vantagens estão vinculadas ao gerenciamento desta estrutura e aos custos mais atraentes em manutenção e atualização deste parque e para usuários que ficam fixos na totalidade ou na maior parte do tempo em seus postos de trabalho. Nestes casos, o custo de aquisição e manutenção é muito interessante. No caso dos usuários domésticos, muitos ainda estão comprando a primeira máquina e mesmo com as vantagens da mobilidade dos notes e netbooks, há um grande número de usuários que quer manter sua experiência no ambiente doméstico. Há ainda usuários com perfis específicos e avançados que demandam o máximo em processamento, o que pode ser provido com desktops equipados com aceleradoras gráficas avançadas e processadores de alto desempenho, apresentando uma performance superior. Esse é o caso dos gamers, um público exigente que está sempre em busca da máquina mais potente e robusta. No caso deles, a expansibilidade dos desktops é fundamental.

 

Segundo César Aymoré, diretor de Marketing da Positivo Informática, as classes mais baixas impulsionaram esses números. “Em sua maioria, são as famílias integrantes da classe C, que estão adquirindo o primeiro computador para uso coletivo. Como, por exemplo, o computador mais vendido da nossa marca: o PCTV. Esse equipamento é uma central de entretenimento e tecnologia de múltiplo uso, que serve tanto para divertir – assistir TV – como para trabalhar, estudar, pesquisar e aprender. Ele é, muitas vezes, o primeiro computador da casa e a segunda TV”, explica. César destaca que as facilidades na hora da compra, como as linhas de crédito oferecidas pelas redes varejistas e o esforço do governo, como a isenção de PIS/COFINS para computadores de até R$ 4.000,00, têm potencializado as vendas. A Positivo possui atualmente cinco famílias de desktops: Union, PCTV, Fácil, Família e Plus, além das linhas destinadas para o mercado corporativo, entre elas, a Master.

 

A Space BR, fabricante nacional de PCs, está muito otimista em relação às vendas. No primeiro trimestre de 2010 a fabricante teve um crescimento de 255% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. As expectativas para o segundo semestre permanecem boas. Segundo Sergio Roberto, gerente de Marketing da empresa, os PCs continuam sendo a primeira opção para quem vai comprar seu primeiro computador, mas o uso corporativo continua em alta. “Notamos que as empresas ainda compram o PC, isso se deve a facilidade de manutenção e upgrades quando necessário”, explica. A fabricante trabalha com processadores da Intel e AMD e a partir desses processadores fabrica máquinas com diversas configurações, desde a mais básica até a configuração mais robusta. Para o segundo semestre pretende lançar um gabinete mini ITX com processador Athom 510. 

 

A HP é outra empresa que também continua apostando nos PCs. Segundo o diretor da Unidade de Negócios da HP Brasil, Fabiano Takahashi, os desktops ainda dominam o mercado. “O desktop é um produto que nunca vai deixar de existir. Vai haver uma canibalização dele por outros produtos, com o all in one, por exemplo. Com essa competição acirrada, pode até perder um pouco de espaço, mas não vai sumir”, afirma. O mais recente lançamento da marca é o Compaq 300, para uso corporativo.

 

Jorge Almeida, diretor Comercial da Itautec, afirma que o mercado apresenta uma forte recuperação em 2010, retomando gradativamente o ritmo de vendas do período antes da crise que ocasionou a retenção nos investimentos em pequenas e médias empresas. Existem prognósticos que apontam para um crescimento sustentável na economia, gerando um cenário positivo para o segundo semestre. “Este cenário é especialmente positivo para os canais, que podem explorar a diversidade de produtos como uma oportunidade de negócio agregando valor nas propostas aos consumidores com vendas mais consultivas nas quais elas vão ajudar o cliente a encontrar a máquina mais adequada ao seu perfil, adicionando camadas de customização e serviço neste processo, o que aumentará a rentabilidade de revendas e integradores”, comenta Almeida. A fabricante possui um leque variado de alternativas dentro dos mais variados perfis de usuário, com máquinas próximas a workstations, micros com funcionalidades para gamers, entre outros.

 

A Lenovo também compartilha do otimismo demonstrado por outros fabricantes. Para Jorge Moncau, gerente de Produtos/Desktops da empresa, o mercado vem se mostrando muito favorável. “O Brasil obteve uma rápida recuperação pós-crise se comparado a outros mercados considerados “mercados maduros”, afirma Moncau. O último lançamento da fabricante é o ThinkCentre M90/M90p. O modelo tem foco nas empresas de grande e médio porte e foi projetado para otimizar a  produtividade.

  

O mercado de PCs atraiu também a atenção das distribuidoras e, com isso, algumas desenvolveram suas marcas próprias de computadores. A Pauta, de Santa Catarina, há três anos encarou o desafio e vem fabricando desktops. Segundo Marco Aurélio Floriani, vice-presidente da empresa, apesar do crescente número nas vendas de notes e netbooks, ainda vale a pena investir em desktops e as vendas estão crescendo graças a uma movimentação específica que está acontecendo no mercado. “Um grande número de pequenos integradores saiu do mercado e foi aberto um espaço muito interessante. A Pauta viu essa oportunidade e cresceu em função desse movimento”, explica Floriani. O executivo destaca um diferencial dos computadores da marca em relação aos demais fabricantes. “Nossos parceiros estão autorizados a abrir as máquinas e acrescentar, por exemplo, mais memória, HD e placas, sem perda de garantia. Isso permite que as máquinas sejam vendidas com maior valor agregado, o que aumenta o faturamento das revendas”, conta o executivo.

 

 A Dexcom é outra distribuidora que também aposta na força dos PCs/desktops. A empresa, que já montava equipamentos para outros fabricantes, em 2007 resolveu aproveitar a experiência adquirida e decidiu apostar em sua marca própria, a DexPC. Atualmente a produção é dividida em duas linhas: Intel, com cinco famílias e AMD com quatro famílias. Os modelos vão desde os mais simples até os mais robustos. Segundo o gerente de Marketing da empresa, Daniel Silva, o mercado de PCs é extremamente competitivo. “Os desktops se transformaram em um mercado de nicho, muito segmentado, principalmente com o surgimento de novos computadores, como os notebooks, por exemplo”, afirma. Daniel diz ainda que os desktops permanecem muito fortes no mercado corporativo, apesar do uso doméstico também existir, já que continua sendo um dos principais objetos de desejo de muitas famílias, principalmente das classes C e D. “Para muitas famílias, ter um computador em casa é a oportunidade de ter um e-mail e acesso às redes sociais, o que permite a inclusão digital e, de certa forma, social”, conclui.

 

Para que as revendas lucrem mais com a venda de desktops, o executivo sugere que agregar valor ainda é a melhor opção. “As empresas têm que reinventar as modalidades de venda”, diz. No caso dos fabricantes, boas parcerias com fornecedores de processadores, placas e softwares são essenciais.

 

 

All in One

Os computadores all in one, ou tudo em um, como também são conhecidos por aqui, são aqueles modelos que dispensam gabinete, trazendo todos os seus componentes junto ao monitor. Na maioria dos casos, os fabricantes desenvolveram um design mais arrojado e apostam no conforto e no aspecto estético da área de trabalho do usuário, que fica livre de fios e ganha mais espaço graças a ausência do gabinete. Além disso, um apelo muito forte é a redução do consumo de energia, já que consome bem menos que um desktop comum. Essas máquinas têm como objetivo, a princípio, acesso a internet, e-mail, planilhas de Excel, Word, etc. Esse modelo ainda é considerado uma novidade no mercado brasileiro e certamente seu preço cairá com o aumento da demanda. Atualmente quem mais compra all in one são as empresas, devido a economia de espaço e as classes A e B.

 

No mercado brasileiro de computadores alguns fabricantes já disponibilizam esse modelo. Segundo Hércules Ribeiro, Diretor Comercial de TI da AOC Brasil, os all in one destinam-se a uma enorme variedade de aplicações. “Suas configurações são completas para trabalho, estudo ou entretenimento e não são projetados para aplicação específica em rede corporativa ou limitados para navegação na Internet. Toda gama de aplicações usualmente utilizadas em desktops também podem ser usadas nos all in one, porém com mais simplicidade de instalação, otimização e organização de espaço, design mais moderno e redução de consumo de energia significativa. Essa é a principal mensagem que queremos passar aos consumidores”, explica o executivo. Para que as revendas tenham sucesso vendendo esses produtos, Hércules comenta que a fabricante já providenciou campanhas não apenas para geração de demanda, mas  principalmente explicando o conceito dos computadores. “Nossos consultores também já estão provendo treinamentos e demonstrações da linha aos revendedores e distribuidores”. Atualmente o modelo disponível é o Evo 9111TS, com processador AMD Turion L625, conexão wireless de até 300Mbs incorporada, microfone, web cam, sistema de áudio, painel LCD de 18.5” e Windows 7 starter já instalado. No segundo semestre está previsto o lançamento do Evo 9223TS, com maior capacidade de armazenamento e memória, além de receptor para sinal digital de TV com entrada USB.

 

A HP acredita que o all in one está entrando no mercado brasileiro timidamente, mas as empresas já estão começando a entender o que é exatamente o produto, por isso está focando muito em modelos para empresas com hardwares parecidos com os desktops. Segundo Fabiano Takahashi, modelos com o mesmo processador e capacidade dos desktops vão atrair os consumidores e o fato de ser uma peça que não ocupa muito espaço é o grande diferencial. O executivo acredita que o modelo tem o mesmo perfil de venda que os desktops, por isso é fundamental que as revendas conheçam bem os produtos e, principalmente, seus clientes para indicar-lhes corretamente o equipamento capaz de suprir suas necessidades. A fabricante disponibiliza hoje o modelo Pro All In One MS219 Business PC.

 

Jorge Moncau, da Lenovo, acredita que o all in one tende a ser o substituto dos computadores convencionais. Atualmente a empresa fabrica o C300, com suporte traseiro regulável para permitir o ajuste da tela segundo o ângulo desejado. Tem memória de 3 gb, com Windows 7 Home Basic - 64bits, processador Intel Atom Dual-Core e seu disco rígido é de 320 gb. É um modelo voltado para o usuário doméstico, que foi lançado em 2009 para o Natal. Ainda em 2010, a Lenovo planeja lançar novos modelos, inclusive os produtos focados no mercado corporativo.

 

A MSI também está apostando na fabricação de all in one, já que produz esses equipamentos no Brasil desde outubro de 2009. Segundo Marcelo Martins, diretor Comercial e de Marketing da MSI, estima-se que em 2010 sejam vendidas pelo menos 500 mil unidades do produto no Brasil e a empresa pretende ter, no mínimo, 10% de market share. “Apesar de ser um conceito de produto que para muitos é novo, o mercado vem reagindo bem e as vendas de all in one vem crescendo. Nós fomos um dos primeiros a introduzir este produto no Brasil e estamos tendo um ótimo retorno”, comemora o executivo. A fabricante tem dois modelos disponíveis atualmente: o AE1900, com Atom N230, 1 gb RAM, 160 gb HDD, Tela 19” Touch Screen, Windows XP e o AE2020, com Pentium Dual Core T4500, 3 gb RAM, 320 gb HDD, Tela 20” Multi Touch Screen, Windows 7 Home Premium. Para o segundo semestre está previsto o lançamento do AE2420 3D, com tela de 24” e tecnologia 3D. Martins destaca que os all in one da MSI tem telas sensíveis ao toque, interface para facilitar a utilização do touch screen, web cam com reconhecimento de face (permite fazer o login pelo reconhecimento da face do usuário cadastrado e MSI System recovery, funcionalidade que permite ao usuário reinstalar automaticamente o Sistema Operacional da maneira que ele saiu de fábrica.

 

Outra fabricante que está focada na produção de all in one é a chinesa K-Mex. Segundo Beatrice Chang, gerente de Produtos da K-Mex no Brasil, o all in one será, em breve, o novo desktop. A empresa apresentou, em maio, ao mercado brasileiro seu novo all in one, o HP-901D, com tela LCD de 18,5”. “Este all in one pode ser o segundo computador de uma casa e também é uma excelente opção para ser usado em escritórios e lojas”, sugere Beatrice. Para o segundo semestre estão previstos os modelos HP-A701M, com 17,3” e HP-A201D com 21,5”.

 

A Positivo também está disputando espaço no mercado de all in one e lançou o modelo Union Touch 2500 – equipado com tela full HD com tecnologia touch screen, gráfico integrado Nvídia, TV digital e entrada HDMI. O modelo está disponível em três tamanhos: 21,5”, 18,4” e 15,6”. “O Union Touch 2500 15,6” é o mais vendido desta categoria, desenvolvido em nossa planta de monitores em Ilhéus em conjunto com um ODM da Ásia”, afirma César Aymoré, diretor de Marketing da empresa.

 

 

Nettops

Muito parecidos com desktops, os nettops têm dimensões bem reduzidas e não incluem monitor, como um desktop em miniatura. Foram desenvolvidos para desempenhar as mesmas funções, como navegar pela internet e acessar aplicativos, mas sem as possibilidades de expansão do desktop, como na consulta ou na inserção de dados. Os nettops formam uma categoria de computadores mais leves, baratos e que consomem bem menos energia – justamente por isso muitos modelos não precisam de um sistema de ventilação, o que os torna muito silenciosos. É indicado para ambientes como call centers ou centros de treinamento, já que são máquinas de dimensões pequenas, que podem ser acondicionadas atrás do monitor, promovendo a otimização do espaço. Seu preço é mais acessível pelo mesmo princípio que rege a relação entre netbooks e notebooks.

 

Atualmente já existem modelos mais robustos que estão cada vez mais próximos dos desktops. A fabricante Zotac aposta no desenvolvimento de nettops capazes de desempenhar as mesmas funções dos desktops. A empresa disponibiliza os modelos Mag PC e Z-Box, que possuem alto desempenho gráfico, velocidade de processamento, refrigeração, baixo consumo de energia, capacidade de rodar Blu-ray em full HD e design diferenciado. Segundo Orlando Sodré, gerente geral de Operações da empresa no Brasil, esses produtos podem ser aplicados em diversas áreas. “Você pode tê-lo como seu multimidia center de casa, ou pode usá-lo como seu computador do escritório, trabalhando com gráficos, imagens, edição de vídeos, estando ligado 24 horas”, explica o executivo. Para o uso corporativo, a empresa planeja um nettop com processador diferente do Mag PC que será fabricado em vários modelos, sendo que alguns terão resfriamento com ventilação e outros somente com dissipadores de calor, sem ruído algum.

 

Sodré acredita que os nettops são o futuro dos computadores. Para as revendas, ele dá uma dica: “Uma forma extraordinária de aumentar as vendas será trabalhando em parceria com projetos tais como, soluções bancárias, de multimídia e de interação digital. O Brasil está cheio de projetos, empresas querendo investir em seus softwares e estava faltando um hardware que desse a viabilidade para estas empresas. Ao procurar por este tipo de mercado, além de aumentar as vendas para o usuário final, a revenda conseguirá atingir um patamar de vendas diferenciado para empresas”.

 

A Zyon também disponibiliza nettops no mercado nacional e acredita que o produto ainda precisa de mais divulgação. “O mercado ainda está um pouco confuso porque não conhece muito bem o produto e suas aplicações. Estamos trabalhando nesse sentido para torná-lo mais conhecido”, explica D’Angelo Machado, diretor Comercial da empresa. O executivo reforça que os nettops são muito procurados pelas empresas, já que 90% das suas vendas são feitas para o mercado corporativo. As empresas de mídia indoor estão apostando nos produtos em substituição aos desktops, justamente por ele ser compacto e caber em qualquer lugar. Para os canais, o executivo sugere que os melhores argumentos na hora de revender nettops são a melhor utilização de pequenos espaços e a economia de energia que o equipamento proporciona. A Zyon disponibiliza atualmente o modelo Unique, com processador Intel Atom 230, 2 gb e HD de 320.

 

 

Thin Client

Também conhecidos por “clientes magros” por alguns, os thin clients são computadores clientes em uma rede de arquitetura cliente-servidor que tem poucos aplicativos instalados. Depende primariamente de um servidor central para o processamento de atividades e atende simultaneamente vários usuários. A segurança é uma das principais vantagens, já que o tráfego de dados fica confinado ao servidor. Com esse processamento centralizado, os upgrades acontecem de forma muito mais simples. Além disso, os thin clients exigem um investimento baixo na aquisição, geram menos calor e ruído, ocupam pouco espaço, geram menos tráfego na rede e o custo de manutenção é baixo. É uma boa alternativa nestes tempos em que o meio ambiente tem tanta importância entre as grandes empresas por apresentar uma significativa redução no consumo de energia. Outro ponto de destaque é a possibilidade de sua utilização em ambientes hostis, como chão de fábrica, por exemplo.

 

Steve Sandler, diretor de vendas da Wyse na América Latina, reforça as vantagens da plataforma baseada em thin computing, entre elas maior segurança dos dados contra vírus ou ataques de hackers, uma vez que os aplicativos e dados são processados e armazenados nos servidores e não nos terminais. “Outro importante benefício é sua redução de energia elétrica, já que o terminal não possui peças móveis e também não precisa de sistema de ventilação”, diz. A fabricante tem vários modelos disponíveis, como o S90, V90, S50, V50, S30, V30, WT1125SE, com destaque para o S10 que é mais vendido no Brasil pela fabricante e o Classe C, o mais recente lançamento da Wyse no Brasil, com um processador gráfico separado para oferecer o melhor desempenho.

 

A fabricante nacional de thin clients, Brazil Market, acredita que esses equipamentos podem ser considerados uma revolução para os ambientes corporativos, justamente pelo ganho de espaço e redução do consumo de energia que as máquinas proporcionam. Segundo o presidente da empresa, Wilson Campos, o panorama do mercado desses equipamentos é extremamente favorável. “Os thin clients estão em fase de consolidação de conceito. Aos poucos as empresas estão se conscientizando dos benefícios de trocar os PCs pelos thin clients.” O executivo reforça que o baixo consumo de energia desses equipamentos é o grande diferencial. “O thin client não esquenta e, por isso, não precisa de fans. Consequentemente o consumo de energia é reduzido drasticamente”, explica. A Brazil Market oferece dois modelos: o IC-810, baseado no processador AMD LX800 Fanless, com 1 gb Dram e Flash DOM IDE até 4 gb (ou ainda HD interno de até 160 gb), construído em gabinete de alumínio, indicado para aplicações de automação industrial, comercial, bancária e de escritório e MTBF (momento entre falhas) é superior a 170.000 horas. Já o IC-1600 é baseado no processador Intel Atom 230 Fanless, com 1 gb de Dram, HD de 160 gb e apenas 2 cm de altura. Destinado a processos de automação bancária, callcenters e de escritório. Pode ser fixado atrás do monitor LCD, e já suporta o Microsoft Windows 7.

 

Para que as revendas aumentem sua margem de lucro, Dante Casale, diretor executivo da Tecnoworld, fabricante brasileira de thin clients, aconselha que as vendas desses equipamentos devem ser focadas no mercado corporativo. “Agregar valor aos thin clients é a melhor maneira de lucrar com esses equipamentos. O que faz essa revenda? Combina tecnologias e as oferece ao mercado corporativo”. O executivo explica ainda que o ROI se paga muito mais rapidamente do que no caso dos desktops. A Tecnoworld tem disponíveis os modelos WinBox, WinLight, WinNet e NetBox (mobile).

 

Todos os fabricantes concordam que o mercado está aquecido e que as perspectivas para 2010 são as melhores possíveis. Vender computadores é, com certeza, um bom negócio para os canais. Diante de tantas opções, do mais tradicional ao mais moderno, é essencial que as revendas estejam sempre atentas aos modelos disponíveis e aos lançamentos. Toda tecnologia nova é também uma oportunidade que se abre aos revendedores para que estimulem seus clientes a usufruírem dos seus benefícios. Muitos usuários gerenciam limitações de espaço, seja no seu escritório ou residência. Há também, principalmente em ambiente corporativo, a crescente preocupação com a redução do consumo de energia, tanto por questões financeiras, quanto ambientais. O que o canal precisa ter em mente é que a diferença essencial entre estes equipamentos está no valor oferecido e no papel que a máquina vai desempenhar, por isso, é fundamental conhecer seu cliente para orientá-lo em relação ao produto mais adequado e as soluções que agregam valor a ele.