IOT - Tecnologia Inovadora  que gera negócios  ao canal
De acordo com recente estudo da Frost & Sullivan, o número de conexões de aparelhos baseados em  IoT no Brasil deve ir de 178,2 milhões em 2019, para 358,8 milhões em 2024 

Mais do que nunca os avanços digitais foram fundamentais nos últimos meses, afinal em época de pandemia de Covid-19, tecnologias que demorariam alguns anos para serem colocadas em prática, foram adotadas em um curto intervalo de tempo como a telemedicina, avanços na área farmacêutica, home office, videconfêrencias, entre tantas outras. 

A tecnologia sempre teve e continua tendo um papel decisor nas mudanças do dia a dia no mundo digital, no caso da internet das coisas (IoT)  não é diferente,  entretanto o Brasil ainda esta aquém  do esperado quando falamos nesta megatendência. “Apesar de o Brasil ter uma das maiores bases de conexões machine-to-machine (M2M) do mundo, ele não atingiu sua maturidade ainda em IoT. Acreditamos que estamos apenas no início. A economia brasileira, apesar da preponderância de serviços, tem grande participação do agronegócio, recursos minerais, petróleo e gás, além da indústria, onde a aplicação de IoT será massiva. Mas mesmo em serviços há algumas aplicações bem importantes como nos distribuidores de água, gás e energia, saúde, pagamentos, segurança, gestão de frotas, entre outros”, agrega Renato Pasquini, diretor de Pesquisa da Frost & Sullivan para IoT. 

Na visão de Paulo José Spaccaquerche, presidente da ABINC (Associação Brasileira de Internet das Coisas) , estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos.  A pesquisa da KPMG “Inovação na indústria de tecnologia 2019” (Technology Industry Innovation Survey) apontou a internet das coisas como o principal direcionador da transformação dos negócios nos próximos três anos. Os empreendedores que dominarem as tendências inovadoras de IoT terão a oportunidade de liderar a inovação digital em seus negócios, pois ao permitir a interconexão digital de objetos cotidianos com a internet, conseguirá coletar continuamente dados sobre nossos ambientes. Os empresários que tiverem isso em mente terão em mãos um importante aliado na tomada de decisões, seja em diagnósticos médicos, comandos para modificar ações de máquinas ou até mesmo na identificação e autorização de acesso físico. Além disso, dispositivos conectados oferecem oportunidades em ganho de eficiência, redução de custos de produção e na criação de mais pontos de engajamento com o consumidor, ajudando na proximidade entre marca e cliente, o que pode impactar diretamente nas vendas”, aponta o executivo. 

O que podemos esperar da tecnologia IoT nos próximos anos e quais soluções ditarão as vendas dos canais 

 
As tecnologias IoT devem avançar em diferentes setores econômicos para distintas aplicações no mundo pós-pandemia e isso se deve as necessidades das cidades implantarem formas para melhorar a vida das pessoas. “De uma maneira geral, no Brasil tem muita coisa acontecendo. Por aqui, aliás, o mercado de Internet das Coisas é um dos mais desejados do mundo que só no ano passado movimentou US$ 2,2 bilhões de acordo  com a Frost & Sullivan, o que representa cerca de  45% de toda a América Latina.  O país é o maior e mais desenvolvido mercado da América Latina. Temos uma legislação considerada avançada,  com um segmento grande e ávido por inovação”, agrega Spaccaquerche, da ABINC.   


Para Carla Carvalho, General Manager da Tech Data no Brasil,  IoT já é uma realidade há alguns anos. “Mas o que vemos agora é a conexão entre o mundo de sensores de máquinas, por exemplo, gerando informações importantes para os sistemas de TI e, com isso, antecipando a quebra de um equipamento ou mesmo gerando manutenções preventivas antes das possíveis quebras. Ou seja, estamos presenciando um uso mais abrangente na direção do “tudo” conectado, onde estas conexões geram dados que, ao serem trabalhados, criam ´insights´ para a tomada de decisão, em qualquer tipo de vertical de indústria. Em nosso portfólio temos desde os sensores que estarão captando informações, protocolo de comunicação, processamento na borda, até os sistemas tradicionais de TI que trabalharão estes dados seja com Analytics, na Cloud ou não, para gerar informações que auxiliarão na tomada de decisão. O nosso lineup abrange soluções com fabricantes como Advantech, Keonn, Phunware, fabricantes com plataformas como PTC, Software AG, Hitachi Vantara e fabricantes tradicionais, como IBM”, conta a executiva. 

Já a Vertiv avalia que a tecnologia mudará drasticamente a  forma como interagimos, socializamos, trabalhamos e convivemos. “Passaremos a viver em um planeta mais inteligente e responsivo. Dentro desta perspectiva vale destacar as cidades inteligentes, com melhorias e eficiência que agregam valor e facilidades ao cotidiano das pessoas. Atualmente fabricamos e desenvolvemos produtos e soluções para entregar a Infraestrutura para suportar as aplicações de Edge que ao nosso ver permitirão a disseminação de novas utilizações de IoT. Trata-se de uma infraestrutura totalmente digital. Fabricamos Micros/Médios DataCenters que irão acomodar os servidores e processadores de dados o mais próximo possível deste “workload” de dados gerados por sensores IoT, garantindo que esta infraestrutura ofereça resiliência, suporte, backup para energia e climatização para que seja possível instalar os servidores de dados, entre outras possíveis aplicações”, agrega Anderson Quirino, diretor de vendas da Vertiv. 

No que se refere a “Smart Cities” ou, melhor cidades inteligentes, a Aruba, uma empresa da Hewlett-Packard Enterprise (HPE), acredita que IoT é um dos pilares mais importantes para a transformação digital. “Ela tem hoje - e terá - um impacto muito positivo em ambientes como indústria, saúde, cidades inteligentes e entretenimento, entre outros. Será um gerador de oportunidades para empreendedores e empresas, com base no desenvolvimento de arquiteturas de software e hardware. A HPE vê a IoT como um dos fatores mais importantes na geração de oportunidades e crescimento para todo o ecossistema de parceiros e clientes finais. Com base nisso, hoje temos uma base de digitalização, que permite que nossos clientes implementem soluções de ponta a ponta. Esse é o resultado do investimento em pesquisa de mercado e da aprovação técnica de nossas soluções. Em relação a soluções, temos  uma para os dados das variáveis de posição por meio da microlocalização e da gestão de ativos que inclui hardware e software. Além disso, fornecemos uma base digital (a base para a digitalização) orquestrada de maneira lógica e convergente com nossas unidades de negócios, como Aruba para redes com fio e wireless, Computação de Borda baseada em Edge Systems, Near Edge baseado em Hyper-Converged e Cloud Híbrida apoiada em soluções de infraestrutura híbrida big data”, pontua Antenor Nogara, country manager da companhia. 

Priscyla Laham, VP de vendas & Canais da Microsoft observa que IoT é um esforço colaborativo e multidisciplinar que abrange o desenvolvimento na nuvem, a Inteligência Artificial, a segurança e a privacidade. “Ainda se associa a aplicação de IoT em usos industriais conhecidos, como a manutenção preditiva (que impulsionou o crescimento da tecnologia), mas sua adoção vai além já que a inovação digital está cada vez mais centrada nos dados habilitados por dispositivos e sensores do mundo físico e nos insights valiosos que esses dados fornecem quando conectados a processos de negócios. A Microsoft traz o Azure onde  é possível criar aplicações utilizando Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina para obter dados mais robustos e, portanto, melhores resultados”, ressalta a executiva.  

Atualmente, o que a tecnologia oferece de mais importante são os dados na opinião da NVIDIA.  “A IoT  tem um papel importante, pois é capaz de gerar dados que se transformam em matéria prima para tomada de decisão de muitos negócios. Porém, é preciso ter especialistas e saber quais são as questões que serão analisadas a partir de dados, afinal com o avanço cada vez maior da inteligência artificial, a tendência é que essa tecnologia seja cada vez mais usada para conectar o mundo físico com o digital, aprendendo com nossos hábitos e preferências. Além disso, Internet das Coisas tem ajudado muito algumas áreas como: agronegócio, manufatura, medicina, energia (mineração e petróleo) e diversos outros. O destaque da NVIDIA Enterprise para IoT é a família JETSON, que permite entregar uma altíssima capacidade de processamento o mais perto possível de onde o dado é gerado, podendo ser aplicada em robôs, drones, câmeras, veículos autônomos, entre outros diversos equipamentos”, ressalta Marcel Saraiva, gerente de contas sênior para Indústrias de Saúde e Finanças da NVIDIA Enterprise. 

Esta também é a visão de Fabiano Sabatini, especialista em IoT da Intel, reforçando que a estimativa era que a IoT criasse 55% de todos os dados até 2025. “Com a chegada da Covid-19 e impulsão da transformação digital, a expectativa é que esse número aumente. No Brasil - um dos 12 mercados mais importantes para a Intel - o ecossistema de empresas parceiras já lançou mais de 70 soluções Intel IoT Market Ready para resolver desafios importantes, além de reduzir tempo, custos e riscos de implementações de IoT. A Intel possui e vem desenvolvendo uma série de produtos e tecnologias de IoT e Inteligência Artificial, que devem permear grande parte do avanço tecnológico nos setores do varejo, indústria, hotelaria, educação, transporte, governo, indústria e cidades inteligentes, além disso temos um vasto ecossistema de parceiros com soluções integradas de IoT”, afirma o executivo.  

Sergio Basilio, diretor comercial da SYNNEX Westcon Brasil, agrega que só este ano haverá  aproximadamente 20 bilhões de dispositivos conectados, gerando 44 trilhões de gigabytes de dados em todo o mundo de acordo com os institutos de pesquisa. “Veículos, máquinas industriais, alimentos que consumimos e muitas outras coisas que fazem parte de nossa vida utilizam ferramentas de IoT no processo produtivo ou de gestão. Todas as áreas de negócio, sem exceção, têm espaço para soluções de IoT. Aplicações em saúde, segurança, manufatura e agronegócio saíram na frente. Atenta a isso a SYNNEX Westcon oferece produtos e soluções para a infraestrutura das aplicações de IoT. Estamos desenvolvendo, também, dezenas de fornecedores de softwares aplicativos para IoT. Os chamamos de ISV (iniciais de Desenvolvedor Independente de Software, em inglês) de IoT. Muitos desses ISVs já estão descritos no nosso Market Place para serem comercializados pelas milhares de revendas em todo o país”, conta o executivo, pontuando que cada parceiro deve descobrir, dentro dos segmentos que já atendem com a tecnologia tradicional de TI, nichos que demandam soluções de IoT.  
Por sua vez, a Lenovo destaca que a adoção da Internet das Coisas está em amplo crescimento em todo o mundo, com destaque para os países desenvolvidos e grandes companhias, e é um mercado com potencial imenso. “As recentes demandas influenciadas pela pandemia da Covid-19 devem, eventualmente, acelerar a utilização dessas soluções e atingir um número maior de pessoas com soluções integradas e conectadas. Podemos citar, por exemplo, um escritório que pode adotar o esquema híbrido de trabalho (remoto e presencial) e possibilitará aos funcionários checarem quantas estações de trabalho estarão/estão disponíveis para o dia em que está programando ir ao escritório; o mesmo pode ser feito em relação à ocupação do estacionamento. Isso permite que as pessoas sigam as recomendações de distanciamento de uma maneira mais ágil e prática. Soluções como essas já estão em desenvolvimento e tantas outras tem grande potencial e a Internet das Coisas é, certamente, uma tendência para os próximos anos”, conta Leandro Lofrano, gerente sênior de Produto da fabricante.  

A Cisco avalia que mais que uma solução em potencial, a IoT é uma realidade para a melhoria da vida das pessoas. “A Cisco tem investido forte em IoT e isso tem se refletido no aumento da velocidade do lançamento dos novos produtos. “As principais áreas têm sido as ferramentas que garantem a maior escalabilidade e redução de custos dos projetos, a segurança dos sistemas de automação industrial, inteligência artificial e edge computing. A Cisco possui soluções de hardware e software com maior foco na conectividade, gestão de dados e segurança., podemos dividir o “stack” IoT em sensores, conectividade, gestão de dados, analytics e segurança”, agrega Rodrigo Linhares, líder de IoT da Cisco. 

Marcio Vidal, Managing Director Sales da GRENKE, observa que a internet das coisas faz parte de uma verdadeira revolução digital do mesmo modo que a impressão 3D, Inteligência Artificial e Big Data. “IoT já é uma realidade. Claro que ainda há muito a crescer, mas, como toda curva tecnológica, a IoT já está ficando acessível. É, simplesmente, uma questão de tempo para que os preços cheguem ao patamar do consumidor médio, e a nossa solução de locação da GRENKE vem bem ao encontro desta realidade de mercado, ajudando a IoT a se tornar cada vez mais acessível. Proporcionamos o acesso a qualquer solução IoT. Tudo depende da necessidade que o cliente tem. Nós podemos auxiliar na aquisição, via locação, de qualquer solução IoT”, afirma o executivo, destacando que os canais para terem sucesso na área de locação devem focar em oferecer serviços agregados na hora que os clientes forem realizar o upgrade das aparelhos. 



O Plano Nacional de Internet das Coisas levou o Brasil a um novo patamar no mundo dos negócios indicando que é preciso que o ecossistema de canais conheça as oportunidades de vendas no novo normal  


No ano passado, foi criado o Plano Nacional de Internet das Coisas com a finalidade de dar mais espaço à essa tecnologia em sua implementação e desenvolvimento enquanto se leva em consideração a livre concorrência e circulação de dados, sem deixar de dar a devida importância à proteção de dados pessoais. “O Plano Nacional de IoT resultou de um grande esforço colaborativo entre governo, academia, sociedade civil e indústria e estabeleceu prioridades claras com base nas quatro aplicações de maior potencial: cidades, saúde, rural e IIoT (internet industrial das coisas). A iniciativa levou o Brasil ao patamar de país da América Latina mais preparado para participar do mercado da IoT e de se beneficiar das suas oportunidades, ao lado do Chile e Costa Rica, de acordo com um estudo da Deloitte sobre a IoT no setor empresarial que avaliou seus principais indicadores: ICT infraestrutura, política e regulamentação, capacidades inovadoras, economia e estabilidade política, nível de negócios de adoção da ICT e habilidades da ICT.  Como bem sabemos, a IoT permitirá o cumprimento da revolução dos dados, por isso é imperativo que todos, desde indivíduos a líderes do setor privado e autoridades do setor público, tomem consciência da presença e do poder da IoT para os negócios”, pontua Spaccaquerche, da ABINC. 

Diante desta realidade, a IBM trabalha de maneira contínua em projetos para a evolução da tecnologia, buscando como conectar de forma segura e confiável, armazenar e tratar dos dados e combinar com Inteligência Artificial, aplicando o profundo conhecimento nos diversos segmentos de indústria para levar soluções de negócios para nossos clientes. “Os canais que têm mais sucesso são os que estão combinando IoT com Inteligência Artificial para gerar insights e respostas para casos de uso específicas. O resultado é que estes parceiros passam a ser reconhecidos pela notoriedade do conhecimento no negócio, onde o “produto” de maior valor financeiro e rentabilidade são os insights e respostas para o negócio dos seus clientes”, conta Carlos Tunes, IBM Brazil Business Development Director.  

 Para a Fujitsu, a revenda deve estar atenta  aos segmentos da indústria, como empresas de serviços públicos, manufatura e transporte que já estão investindo em várias formas de IoT. “A Fujitsu  utiliza a tecnologia blockchain para fornecer uma plataforma segura de troca de dados da IoT. Essa tecnologia está sendo testada e explorando possibilidades de expansão no mercado. O canal que deseja aumentar as vendas precisa cooperar com seus clientes de maneira ágil para se adaptar ao novo normal. Além disso, a  colaboração com outros parceiros pode potencialmente agregar mais valor ao cliente final”, diz Jun Ueda,  diretor de Operações da companhia.   

José Patriota, gerente de Canais da Nutanix, reforça que IoT traz inúmeras oportunidades por ser o resultado dos avanços tecnológicos  da atualidade. A IoT possui soluções para diversas verticais da economia: do planejamento urbano à produção agrícola, passando por logística, produção industrial e até a preservação do meio ambiente, mercado automobilístico e smart cities. Além disso, os Sensores IoT nos trazem informações, mas estas precisam ser processadas e armazenadas, é aí que está o verdadeiro desafio que o nosso parceiro pode explorar como oportunidade por meio do portfólio da Nutanix”, ressalta o executivo.

Antes mesmo de ocorrer a pandemia de Covid-19, analistas do mundo inteiro já apontavam um crescimento no uso da internet das coisas por empresas de diversos países, inclusive na América Latina é o que destaca a Hitachi. “Não podemos mais separar o mundo digital do físico, isso já está no passado. Tudo faz parte de um mesmo contexto e as empresas que não entenderem esse novo conceito e não se adequarem, não existirão mais. O parceiro, dependendo do modelo e característica de sua empresa, poderá, sem grandes investimentos, ganhar dinheiro nas vendas de devices inteligentes, treinamentos, instalações e manutenção. Porém, eu apostaria que o melhor investimento está nos serviços de integração, porque uma vez que a empresa vende uma solução dessas, participarão do processo em torno de 3 pessoas, e, na implementação, o time é 3 a 4 vezes maior, sem falar que o período será ainda maior dependendo da complexidade do projeto, o que consequentemente proporcionará o ganho de margens maiores”, analisa Claudio Tancredi, country manager na Hitachi Vantara.  

Diversas tecnologias de IoT já têm sido adotadas,  a cada dia surgem novas funcionalidades e aplicações na opinião de Elayne Martins, diretora de Vendas Corporativas da CommScope. “Há diversas verticais de negócios que têm utilizado IoT como um pilar de inovação tecnológica, melhorando a experiência do usuário e o desempenho do segmento,  a citar, mas não se limitando a: Hospitalidade, Saúde, Educação, Varejo. Estamos vivendo um momento que tem nos mostrado que a evolução tecnologia é essencial para as novas demandas da sociedade, empresas e dos órgãos governamentais. Os parceiros precisam antecipar as necessidades  dos seus clientes e rapidamente se adaptarem  a atualidade”, afirma a executiva.  

Eduardo Shimizu, líder para a área de Parcerias e Alianças Estratégicas da Red Hat, observa que quando se fala em IoT as possibilidades de negócios são imensas. “O fato de termos devices que se conectam e que armazenam informações fornece inúmeras oportunidades, não só no dia a dia das pessoas, mas também nos negócios. O grande desafio  é como armazenar e integrar esta vasta quantidade de dados. A análise e o gerenciamento destes dados (para usá-los de maneira inteligente) é o que vai permitir às empresas crescerem ou desaparecerem neste novo mundo digital. Os parceiros que desenvolverem uma relação de confiança com seus clientes e que estiverem dispostos a investir em uma jornada de inovação são,  na minha opinião, os que vão se sobressair nesta era de mudanças rápidas e constantes, onde novas tecnologias surgem a todo momento”, comenta o executivo

Para a EsyWorld, a proliferação de dispositivos conectados à internet é uma realidade que tende aumentar a cada ano. “Na minha opinião, uma das grandes tendências tecnológicas do momento são as tecnologias de Inteligência Artificial e aprendizado de máquina (Machine Learning).  Cada vez mais os dispositivos de IoT e outras soluções estão embarcando algoritmos para automatização de processos, análise de dados envolvendo inúmeras variáveis e aprendizado de padrões para tomada de decisões.  Atualmente, temos parceiros que promovem tais características em seus produtos, como BlackBerry Cylance, SonicWall, Kaspersky e Barracuda Networks, cada um em seu segmento específico de atuação. Uma das formas de se ganhar dinheiro com IoT é formatando um novo serviço que traga ganhos de produtividade ou qualidade de vida para as pessoas”, conta Julio Divietro, PMP - gerente da Área de Produtos da distribuidora. 

Na análise da ScanSource, com a “Internet das Coisas”, as vantagens são praticamente ilimitadas para todo o ecossistema. “Os aplicativos, dispositivos e sensores baseados em IoT estão mudando a maneira como vivemos e trabalhamos. As soluções representam economia de tempo, organização de  recursos, bem como trazem novas oportunidades de desenvolvimento, inovação e formação de conhecimento. A ScanSource distribui soluções dos principais provedores globais de TI. Entre as soluções que temos em nosso portfólio, podemos destacar câmeras inteligentes de circuito interno, W-ifi 6E até segurança dos dispositivos e sensores de IoT.  Para o parceiro, sugiro agregar novas frentes de negócios, com especialização e integração de diferentes tecnologias. Temos um papel ativo neste sentido, oferecendo todo suporte e conhecimento para que os canais saibam como agregar novas tecnologias em seu portfólio.  

De casas automatizadas à indústrias com o chão de fábrica sendo monitorado por dispositivos IoT, o número de aplicações é quase infinito analisa Luis Arís, gerente regional de negócios da Paessler LATAM. “A disseminação da infraestrutura IoT pelo Brasil e pelo mundo é um caminho sem volta. O parceiro precisa conhecer profundamente as demandas de cada vertical e as diversas aplicações IoT desenvolvidas para o tipo de negócio. A partir daí, o próximo passo é se capacitar para a integração do PRTG, plataforma de monitoramento da Paessler,  aos projetos IoT”, diz o executivo. 

Em síntese, os canais que visam aumentar as vendas em relação aos produtos e soluções IoT tem que ter em mente o papel transformador da megatendência na atualidade, principalmente agora que vivenciamos o novo normal. É importante que os parceiros procurem parcerias sólidas e de médio e longo prazo com fabricantes que estejam desenvolvendo as tecnologias mais avançadas, críticas e elaboradas do mercado diante do avanço exponencial das novas tecnologias que vieram para melhorar e transformar a vida da sociedade. O futuro é agora e já bate a nossa porta.