Logitech se reinventa para melhorar a experiência do consumidor na era digital
Na presidência da Logitech, Jairo Rozenblit, tem como missão juntamente com sua equipe proporcionar experiências digitais únicas para os consumidores brasileiros que procuram cada vez mais produtos de qualidade com durabilidade.   Vale ressaltar que há 38 anos, a Logitech, que tem sede em Lausanne, Suiça, conectava pessoas por meio de computadores e agora é uma empresa multimarcas que projeta produtos que unem as pessoas por meio de música, jogos, vídeo e computação. As marcas da Logitech incluem Logitech, Ultimate Ears, Jaybird, Blue Microphones, ASTRO Gaming e Logitech G. Confira a entrevista com o executivo que discorreu sobre os planos da Logitech no país: 

PS: O que tem a falar sobre os desafios da posição que ocupa na Logitech nesses 7 anos de atuação da companhia no Brasil?
Jairo Rozenblit: O maior desafio da Logitech é inovar em cima do que há de melhor. Já temos tecnologias de ponta, mas temos que nos superar sempre, temos um trabalho intenso de desenvolvimento na nossa sede na Suíça que busca levar aos usuários dos nossos produtos cada vez mais conforto ergonômico, qualidade tecnológica, aumento de performance e produtividade e um visual excepcional.  A Logitech é uma empresa que se transforma com o tempo. Ela nasceu como uma empresa de mouse e teclados e, quando os tablets foram criados, precisou se transformar, pois todos achavam que os teclados e mouses iriam desaparecer. Ela abriu produtos na área de games, entrou para o mercado de música e de esportes com seus equipamentos. Hoje, é uma empresa com seis linhas de produtos, a Logitech - focada em produtos para empresas (mouses, teclados e headsets e soluções de videoconferência e apresentações), a Logitech G - focada no mercado de gamers, a Astro (com a linha de headsets premium de altíssima qualidade), a Jaybird (linha de fones de ouvido desenvolvidos para atletas), a Ultimate Ears ( com caixas de som de alta qualidade) e a Blue Microfones (que possui microfones profissionais).  No Brasil, a Logitech nasceu como uma startup. Na época, o Flávio Gomes era o diretor para a América Latina, eu já trabalhei junto com ele no passado. Ele me convidou para lançar a empresa aqui no Brasil e começamos da minha casa. Já estamos no terceiro escritório devido ao crescimento das operações. Eu tive sorte de encontrar as pessoas certas no momento certo e montar uma equipe que vestiu a camisa para fazer da Logitech líder no Brasil também.  Há 8 anos, quando fizemos a startup no Brasil, as ações da Logitech valiam US$ 7 na Nasdaq. Hoje beiramos US$ 40. Estes são os resultados em números de um processo complexo de transformação, modernização e, acima de tudo, excelência de qualidade. 

PS: De que modo as suas experiências anteriores à Logitech impactam o seu trabalho no comando da empresa?

JR: A minha carreira começou na Gillette e o meu sonho era trabalhar em Marketing. Eu tive uma chefe que me ajudou muito, pois ela me disse “se você quer ser bom em marketing então vai estudar finanças”. Trabalhei em planejamento estratégico e em diversas áreas para finanças naquela época. Depois ela me mandou para vendas, posteriormente para logística e só depois fui para o Marketing. Isso foi fundamental para me dar uma visão de negócios.  Depois, essa mesma chefe se tornou VP da Kodak e me convidou para ir também. Foi uma grande experiência, o filme dava muito dinheiro. Naquele período eu era muito novo e fui escolhido para a Kodak digital justamente por isso. Junto com o Flávio Gomes, que era o então presidente, abrimos uma fábrica em Manaus, a primeira de produtos digitais fora da China. Com isso assumimos a liderança de mercado, ultrapassamos grandes players e com esse know-how, acabei aprendendo muito sobre o que era trabalhar com uma startup.  Num determinado momento, eu recebi o convite para abrir a Interzone, uma startup americana. Foi um projeto enorme, de um jogo de futebol online, mas com a crise em 2008 o investidor me ligou para encerrar a operação. Foi um dos piores momentos da minha vida ter que demitir todo mundo, mas hoje vejo também como um grande aprendizado. 

PS: Como está a operação brasileira, o país continua sendo estratégico para a Logitech?

JR: A operação da marca no Brasil é estratégica e está em plena ascensão, especialmente na área de videocolaboração. Recentemente fizemos uma série de contratações específicas para o segmento de videoconferências da Logitech Brasil, além de, no segmento de games, este ano, pela primeira vez na história da multinacional,  lançamos produtos exclusivamente para o público brasileiro - são teclados mecânicos gamers com layout ABNT, ideais tanto para jogar quanto para produção de textos e outros conteúdos. São ações como estas que reforçam a importância do Brasil para marca global. 

PS: Quais são as prioridades da companhia neste ano, afinal a Logitech tem um amplo portfólio voltado para gamers, videoconferência, digital music, acessórios de computador, etc?

JR: Nossa perspectiva é de crescimento contínuo em todas as frentes, no entanto, a área de videocolaboração é uma das prioridades globais da Logitech. Acreditamos muito no potencial das divisões de Games, Videoconferência, Música e na busca do consumidor por acessórios de computador (mouse, teclado, headset e webcam) com qualidade superior e preços competitivos.   PS: Em relação aos produtos, quais pretendem priorizar nos próximos meses?

JR: É muito difícil mencionar um produto especificamente porque dentro do nosso guarda-chuva de seis marcas (Logitech, Logitech G, Astro Gaming, Ultimate Ears, Jaybird e Blue Microphones) temos mensalmente pelo menos um lançamento e a inovação está em nosso DNA, observamos que o futuro é dos produtos sem fio. Temos a certeza disso e estamos liderando esse movimento com lançamentos altamente impactantes, como mouses sem fio para gamers profissionais que superam a rapidez até mesmo de alguns mouses com fio. 

PS: Quando falamos do universo gamer, como a Logitech avalia o potencial do setor? Vocês participarão da Brasil Game Show este ano,  o que tem a falar do principal evento gamer do setor e quais as novidades que serão apresentadas?

JR: Estudos importantes e recentes de consultorias trouxeram dados que confirmam o aquecimento do setor. O faturamento do setor no Brasil atingiu 1,5 bilhão de dólares em 2018 e deve chegar a 1,6 bilhãode dólares ainda em 2019 - mantendo sua posição de liderança na América Latina. No país o mercado deve crescer 5,3% até 2022 - é muito potencial e estamos à frente dele com nossas marcas de games Logitech G, ASTRO Gaming e Blue Microphones.  Nossa expectativa é que a linha de games ganhe ainda mais força com a chegada dos produtos da Blue Microphones, outra empresa recentemente incorporada pelo grupo Logitech, que fabrica os microfones mais utilizados por criadores de conteúdo. Estamos ansiosos para os próximos anos.  Estaremos sim na BGS deste ano, não tem como estar de fora. Teremos sim o lançamento de alguns produtos, mas estamos nos preparando desde o início do ano para o anúncio de uma grande surpresa.  Não ficarão de fora da feira um dos nossos destaques, o GPRO X, o primeiro headset que combina tecnologias de duas marcas: Logitech G e Blue, marca premium de microfones adquirida pela Logitech em julho de 2018, além de possuir um poderoso sistema de som 7.1, formando o conjunto perfeito para profissionais de e-sports. Outros produtos também terão destaque, como o novo Astro A50, um produto totalmente wireless que traz toda a tecnologia do MixAmp embutida no headset, acabando com aquele monte de fios.  Dentro da lineup de mouses teremos os novos G502 Lightspeed, G903 Lightspeed, G703 Hero e G403 Hero. Produtos já conhecidos dos gamers, com o diferencial de uma tecnologia ainda mais atual e potente. E para complementar, teremos também o POWERPLAY, um mousepad que pode carregar o mouse enquanto estiver jogando. Já possuímos alguns modelos compatíveis com a tecnologia, como o G703 Hero e G903 Lightspeed. 

PS: Quais são as oportunidades de negócios que a Logitech traz aos canais?

JR: Nós acabamos de lançar no Brasil o Programa Global de Parcerias. Voltado para distribuidoras e vendedores de soluções Logitech de videocolaboração, o Programa é dividido nas categorias Platinum, Gold e Silver e os parceiros são classificados de acordo com as metas e capacitação da equipe. Em contrapartida, as vantagens se aplicam a cada categoria de forma personalizada, com benefícios diversos, como diferenciação de descontos adicionais que podem variar entre 5% e 15%, desconto adicional de 5% para oportunidades registradas no portal, indicação de leads e oportunidades de negócios locais dentre outros. Ao contrário dos modelos tradicionais de programas de parcerias, as obrigações e investimentos do parceiro no programa da Logitech são diretamente proporcionais aos benefícios oferecidos.  A Logitech também preza muito pela regionalização das operações e pelo entendimento das necessidades locais de cada país, então adaptou a plataforma para atender as necessidades e realidades dos canais do Brasil, principalmente em relação às metas de vendas e investimentos por parte dos canais. Ele é totalmente regionalizado, site todo em português, metas e investimentos na moeda local, suporte de pré-vendas local e plano de marketing cooperado via distribuidora. 

PS: De que maneira, as revendas podem agregar valor na hora de comercializar os produtos da marca?

JR: A Logitech é uma empresa suíça que desde o início da operação lidera o desenvolvimento de tecnologias disruptivas - desde o primeiro mouse sem fio, o Cordless MouseMan em 1991, passando pelo primeiro mouse óptico a laser em 2004, até nossas mais recentes tecnologias exclusivas LIGHTSPEED, POWERPLAY e HERO, que resolveram os desafios fundamentais da tecnologia sem fio, latência, conectividade e energia, e deixaram nossos equipamentos wireless ainda mais rápidos que os com fio. 

PS: Quais são as ações em prol do canal, que a Logitech realiza?

JR: São várias frentes. O portfólio de produtos das marcas Logitech atende um extenso leque de público e preços. Além disso, investimos bastante em estudar o comportamento do consumidor para desenvolver expositores de produtos atraentes, bons materiais de ponto de venda, treinamento de equipe e campanhas promocionais.  No Programa Global de Parcerias, por exemplo, o canal é beneficiado de diversas formas. Diferenciação de descontos adicionais nos valores de compra que podem variar entre 5% e 15% de descontos adicionais de acordo com a classificação do parceiro além do desconto padrão de canal, desconto adicional de 5% para as Oportunidades Registradas via nosso portal, indicação de leads e oportunidades de negócios locais e contas Globais Logitech que necessitam de um parceiro local, participação conjunta em eventos, workshops exclusivos para clientes prospects presenciais ou por videoconferência, utilização do nosso show room para  demonstração para clientes de todas as nossas soluções com acompanhamento de nossos profissionais e imersão nas diversas experiências em todas as nossas soluções. Além disso, os canais participantes do programa estão elegíveis a participar de eventos e iniciativas de nossos parceiros estratégicos de soluções como Microsoft, Zoom, Google, Barco, Herman Miller, entre outros. 

PS: O que o parceiro pode esperar da empresa nos próximos meses?

JR: Temos trabalhado bastante em produtos de consumer e varejo - como mouses, teclados, webcams, headsets e combos - dentro do mercado corporativo e posicionando a Logitech como a marca que atende a todos os segmentos.  Na área de videocolaboração, por exemplo, neste mês, lançamos o Logitech Tap, um display one-touch que facilita a implantação e a utilização das salas de vídeo colaboração. O Tap faz parte das soluções de ambientes pré-configurados para os principais fornecedores de plataformas de videoconferência, como o Google Hangouts, Microsoft Teams Rooms (conhecido anteriormente como Skype Room Systems) e Zoom Rooms. Como outros equipamentos de conferência da Logitech, o Tap é construído em padrões abertos, permitindo um conjunto mais amplo de integrações, por exemplo, com quadros interativos, funções de controle de sala e muito mais.  Nos últimos cinco anos, mudamos o mercado de videoconferência, trazendo dispositivos de vídeo simples e de alta qualidade acessível para todos. Com o Tap, estamos ampliando nossa abordagem para o controle das salas de reuniões. Além de permitir vídeo one-touch com os principais provedores de colaboração do mundo, o Tap desafia o complexo status dos controladores touch, ao fornecer uma solução premium e acessível, que pode ser usada para uma variedade de soluções que vão muito além da videoconferência.   


Logitech prioriza a área de videocolaboração diante do avanço da transformação digital  

 Como mencionada na entrevista de capa, a Logitech tem como uma das principais prioridades globais a área de videocolaboração, para isso conta com uma equipe especializada que tem a frente no Brasil, Paulo Cardoso, Head de Video Collaboration, e tem o objetivo de criar soluções e produtos que proporcionem a melhor experiência para os clientes diante do avanço da transformação digital. Conversamos com o executivo para conhecer o que a companhia tem feito na área:  


PS: Como você avalia o setor de vídeo colaboração no Brasil?

PC: A área de videoconferência está em pleno crescimento no Brasil. Os maiores fatores de atração para nossas soluções são a inovação e modernidade das soluções, feitas já sob medida para atender aos principais softwares de videoconferência do mercado. A Logitech tem soluções com design arrojado, simplicidade de uso e com custo X benefício surpreendente, além de qualidade tecnológica de última geração.  Apesar dos avanços tecnológicos nas soluções de videocolaboração, existem alguns desafios que ainda persistem nas salas de reuniões, como por exemplo, a dificuldade em gerenciar o vídeo ao mesmo tempo em que gerencia o controle da sala. Com nosso novo lançamento já mencionado pelo Jairo, o TAP, e a facilidade dos principais softwares, é possível fazer diversas atividades com apenas um toque, como abrir o calendário ou compartilhar um conteúdo contínuo.  Impulsionada pelo crescimento global do mercado de videoconferências, a Logitech está investindo fortemente em sua área de videocolaboração que atingiu US$ 260 milhões em vendas líquidas no ano fiscal de 2019. Ao lado do segmento de games, foi o departamento que mais cresceu entre os negócios da Logitech, com um crescimento de 32% e 42% em relação ao ano anterior.  São nossos diferenciais disruptivos, que quebram paradigmas do mercado tradicional sobre salas de videoconferência caras e difíceis de instalar que estão fazendo a diferença e gerando os nossos 44% de crescimento nesse setor, como já anunciou nosso presidente global, o Bracken Darrell. A Logitech, além de ofertar produtos com a tecnologia mais avançada do mundo, traz ainda alta redução de custos já que suas soluções em videoconferência são compactas, extremamente fáceis de usar e intuitivas. O set up plug&play não exige manutenção de software e nem requer que o time de TI venha iniciar a conferência. As videoconferências da Logitech são compatíveis com qualquer uma das soluções em nuvem e são parceiros estratégicos a Microsoft/Skype, Zoom e Google Hangouts. 

PS: Quais são as tendências que a empresa avalia que devem ditar o mercado de vídeo colaboração nos próximos anos?

PC: Os espaços físicos de trabalho estão mudando, consequentemente o mercado de videoconferências está demandando produtos para salas cada vez mais flexíveis, colaborativas e multifuncionais. Desde a escalada dos home offices e coworkings, até a telemedicina o impacto acontece em empresas e negócios de todos os portes.  Pensando nos escritórios abertos, por exemplo, a Logitech acaba de lançar o Logitech Zone Wireless seu mais novo headset voltado para profissionais que trabalham em escritórios abertos. Ele foi desenhado especialmente para pessoas com dificuldade em fazer vídeo chamadas em ambientes compartilhados. Com o cancelamento de ruído ativo é possível eliminar todo e qualquer ruído externo. 

PS: Quais são as principais demandas e desafios do segmento? E quais são os principais produtos de vídeo colaboração disponibilizados pela Logitech?

PC: O crescimento ascendente da área e o fato de que o segmento se tornou prioridade mundialmente motivou a Logitech Brasil a investir em novos talentos especificamente dedicados à área de videoconferência, incluindo gerentes de contas de governo (o que representa 30% dos negócios B2B da marca atualmente no país), gerentes de canais e parcerias, gerentes de contas globais, dentre outros.  Falando de produtos, temos alguns lançamentos marcantes no segmento:  • Rally Camera - Câmera PTZ Premium com sistema de imagem Ultra HD e controle automático de câmera  • CONNECT - ConferenceCam portátil com viva-voz Bluetooth para sala de reuniões, escritório doméstico e em viagens.  • MEETUP - ConferenceCam completa com campo de visão de 120° e áudio integrado, perfeita para pequenas salas de conferência e reunião.  • GROUP - Solução econômica de videoconferência para salas de reunião de portes médio e grande.