O mundo gamer em um novo nível
Com mais de 150 bilhões de dólares em faturamento, o mercado global de games segue crescendo e gerando oportunidades de negócios para todos os gostos, de acordo com a Newzoo. Até 2022, por exemplo, a projeção é que o setor continue expandindo seus números sempre perto dos 10% ao ano. Para tudo isso ser possível, no entanto, os jogos não bastam: é preciso também muita infraestrutura e serviços para garantir a melhor experiência aos consumidores 

Quando o primeiro videogame surgiu nos laboratórios do MIT, em 1961, pouca gente poderia imaginar que esse seria um dos mais importantes mercados do planeta menos de 60 anos depois. Pode parecer exagero, mas não é: diferente de outros segmentos, a Indústria global dos jogos eletrônicos segue crescendo de forma constante, cada vez mais consolidada como uma fonte de negócios bastante atraente em todos os cantos do mundo. 
 
O resultado dessa valorização é a apresentação de números impactantes. De acordo com dados da Newzoo, consultoria holandesa especializada no setor de jogos, este mercado deverá faturar mais de 152 bilhões de dólares em 2019, alta de 9,6% em relação ao ano passado. O levantamento aponta, ainda, que até 2022 o ritmo de expansão da indústria global deverá se manter sempre perto dos 10% de crescimento anual, atingindo US$ 200 bi de receitas. 

No Brasil os índices também impressionam. Segundo pesquisa Newzoo, a estimativa de faturamento dessa área para este ano é de aproximadamente US$ 1,6 bilhão, o que nos coloca como o 13º maior mercado mundial e um dos principais nomes da América Latina. Hoje, mais de 80 milhões de brasileiros são considerados players, consumindo algum tipo de jogo eletrônico em plataformas como smartphones, tablets e TVs, além dos PCs e notebooks. 

Todos estes indicativos formam um rico cenário à disposição das companhias nacionais, com excelentes notícias para as revendas. Afinal de contas, para que os jogos funcionem, é preciso muito mais do que simplesmente boas ideias: o sucesso da indústria gamer exige infraestrutura e serviços preparados para satisfazer as demandas dos jogadores. 

Performance: a importância do desempenho na rotina do jogador

Dizem que o desafio de quem vende games é atender o público. Isso porque estamos falando de um cliente que entende do mercado e está atento a tudo que acontece. Mas este contexto pode ser visto como a grande oportunidade do mercado. É esse o ponto defendido por Renan Barreto, gerente geral da Brasil Game Show (BGS), um dos principais eventos do setor no País. “Ao mesmo tempo em que este consumidor já conhece o que quer, ele também faz questão de ter o melhor para aprimorar sua experiência no jogo. Ou seja, é uma chance de o canal mostrar produtos e serviços que podem maximizar sua receita e garantir a fidelidade deste jogador.” 

De acordo com uma pesquisa realizada pela BGS e pelo Instituto Datafolha, 44% dos gamers brasileiros jogam todos os dias da semana e 93% consomem vídeos sobre games na internet mensalmente. O levantamento também destaca que o consumo gamer está a cada dia mais diversificado:  mais de 90% dos entrevistados afirmaram que pretendem adquirir algum produto gamer nos próximos doze meses, com jogos, peças de vestuário, periféricos e componentes liderando a lista dos desejos. 

Neste contexto, o mundo dos jogos no Brasil é visto como um horizonte muito promissor. “Apesar da crise econômica, o mercado brasileiro de games continua a crescer em ritmo acelerado. O que não significa que a indústria não esteja mudando constantemente. De forma geral, essa área também está passando por grandes mudanças, principalmente para se adaptar a uma realidade baseada em Conteúdo, Comunidade e Cloud”, diz Bruno Motta, gerente de Categoria Sênior da Xbox - Microsoft Brasil. 

O tripé proposto pelo executivo diz respeito aos jogos (Conteúdo), aproximação dos elementos da cadeia de negócio e consumidores (Comunidade) e a disponibilidade irrestrita das informações (Cloud). “O consumidor espera ter entretenimento disponível quando quiser e que possa ser acessado em qualquer dispositivo”, comenta, acrescentando que hoje a companhia atua nas três linhas destacadas, com console, plataforma on-line e sistema em Nuvem para assinatura de títulos. 

Além dos consoles e games, um dos segmentos com maior projeção neste cenário, sem dúvida, é o de PCs. Hoje, 70% dos gamers afirmam usar os computadores para jogos. “Nosso país conta com um dos maiores índices de consumo de games no mundo, e o aumento no número de gamers interessados em jogar nos PCs impulsionou o crescimento da demanda por computadores com características específicas para esse público. Com isso, geramos ganhos não apenas na venda dos jogos, mas também em relação às placas de vídeo de alto desempenho, processadores com maior capacidade e de toda a cadeia de serviços associada à área”, afirma Sâmia Buffara, gerente de marketing da divisão Dell Gaming no Brasil. 

O objetivo da revenda, então, deve ser sempre o de oferecer uma solução capaz de atender a real exigência do consumidor. “É preciso apresentar o melhor PC gamer para aquele cliente. Isso significa entregar a solução mais adequada ao perfil e desejo de investimento de cada comprador, destacando o melhor pacote de configurações disponível, sobretudo em relação à placa de vídeo, processador, memória, armazenamento e design”, diz Sâmia.   A gerente avalia esse desafio como um dos focos e compromissos da Dell no Brasil e no mundo. “Em nosso portfólio, temos desde equipamentos de entrada, que oferecem um excelente custo-benefício para quem deseja começar sua vida de jogos em um PC, até equipamentos voltados para aqueles que querem desempenho máximo, com as mais altas resoluções e mais rápidas taxas de atualização”, completa.   


Uma nova realidade: foco na experiência gamer

Além de desktops e consoles, a verdade é que o mercado gamer está cada vez mais multitela e móvel. Anderson Kanno, diretor de Marketing e Vendas da Acer no Brasil, acredita que essa é a grande oportunidade para estimular a venda de laptops específicos para a área. “Apesar do forte crescimento nos últimos anos, o Brasil ainda tem um percentual de notebooks gamer inferior ao de outros países da América Latina, o que indica um grande potencial de crescimento e oportunidade para o setor”, explica. 

Quem também vê muitas oportunidades nesse campo é Carlos Buarque, diretor de Marketing da Intel Brasil. “Mobilidade é algo importante quando falamos de gamers. Eles jogam em diversas plataformas e não apenas em casa. Por isso, o mercado de notebooks gamers deverá crescer ainda mais”, destaca. Para atender essa demanda, a companhia conta com uma linha completa de processadores para gamers profissionais e casuais. 

O executivo salienta, ainda, que é preciso satisfazer toda a experiência de consumo desses usuários, em uma rotina que exige muito mais performance hoje em dia. “É bom destacar que esse universo de exigências dos jogadores vai muito além dos jogos. Grande parte dessa audiência, além de jogar, também faz outras atividades, como gravar seus jogos, fazer streaming, escutar música e assistir lives e vídeos on-line.” 

Este, aliás, é um bom ponto para se destacar: o gamer atual não exige apenas uma boa experiência durante os jogos. “O consumidor não busca mais computadores pesados e design colorido e chamativo. Em uma pesquisa realizada em 2018 nos pontos de venda da Lenovo, verificamos que 58% dos consumidores de notebooks para jogos também declararam que utilizariam o computador para atividades profissionais”, afirma Luiz Sakuma, diretor de Produtos da Lenovo Brasil. 

Dessa forma, o objetivo da empresa é oferecer soluções que não separem o nicho gamer de outras necessidades diárias dos usuários. “A Lenovo segue as tendências do mercado e inova dentro do segmento de notebooks, trazendo equipamentos leves, finos, discretos e que favorecem o uso compartilhado”, explica o executivo. A fabricante, hoje, conta com a linha de notebooks voltados ao público gamer Legion, que recentemente foi ampliada com o modelo Legion Y530, desenvolvido com base nas necessidades dos usuários, aliando configurações para a diversão, design sofisticado e alto desempenho para uso diário. 

Ter consciência de qual a perspectiva de cada consumidor é um item destacado, também, por Alexandre Zielbert, gerente de Marketing Técnico da NVIDIA na América Latina. “É importante entender as necessidades do consumidor. O maior público em potencial que temos, hoje, joga com gráficos integrados (o popular vídeo onboard) e não quer entender de bits e bytes. Ele quer jogar melhor, apenas”, diz destacando a importância de se selecionar a oferta certa para cada momento. “Este é um mercado que não se move com preço, mas com valor”, afirma. 

Reconhecida por sua família de placas de vídeo NVIDIA GeForce, a companhia estima estar presente em máquinas de mais de 200 milhões de usuários. “Lançamos recentemente uma nova geração de produtos, com a família GeForce RTX, que traz Ray Tracing em tempo real”, agrega. Outro destaque da companhia para o setor é a oferta de soluções como o NVENC, um codificador de vídeo integrado às GPUs da marca, que permite fazer lives de alta qualidade e sem praticamente nenhum impacto no desempenho (dispensando o uso de um segundo PC para fazer uma “live” profissional).   

O fato é que independentemente da plataforma e do tipo de jogador, o mercado de jogos está enfrentando uma realidade evidentemente mais exigente. “Como os jogadores profissionais querem produtos mais poderosos, a indústria está sendo instigada a criar soluções para cada tipo de consumidor. Essa movimentação leva, também, a um aumento da procura por novidades pelo público geral, o que estimula um portfólio de produtos mais acessível”, explica Alexandre Jannoni, country manager da Western Digital. A companhia conta, hoje, com duas versões do WD Black exclusivas para o setor, disponíveis nas versões NVMe e SSD, com e sem dissipador de calor e tecnologia 3D NAND.  

Conectividade e Ambiente: o que está além do game

Além dos equipamentos mais robustos, uma coisa é certa: o momento exige que o ambiente também esteja preparado. Como? Entregando experiências de conexão, jogabilidade e imersão muito mais adequadas. “O videogame se tornou atividade social, uma maneira de passar mais tempo com os amigos e conhecer pessoas novas por meio de jogos on-line. Seja no computador, no console ou no smartphone, a conexão é vital”, analisa Alexandre Nogueira, gerente executivo da TP-Link. “Além dos jogos em si, vemos um consumo cada vez maior de conteúdo relacionado a e-Sports, em lives, torneios, filmes e séries”, completa. 

O ponto em questão é que, hoje, até mesmo os jogos em console já exigem uma rede potente, com Internet capaz de suportar as demandas do jogador. “O gamer não quer estar mais preso a uma TV ou PC. A tendência é oferecermos um estilo de jogo cada vez mais livre a esse consumidor”, observa Nogueira. “A TP-Link foi a pioneira em trazer a tecnologia MESH para o Brasil, com a família Deco, para atender a realidade dos dispositivos móveis e atender as exigências impostas pelo streaming em 4K, games on-line, assistentes virtuais e Smart Homes.” A variedade de tecnologia e de conteúdo a ser suportada pelas redes é um desafio em constante mudança. Gustavo Barros, Enterprise Account Manager da Ruckus, reforça este cenário citando a adoção de game streaming como um fator que vem oferecendo ainda mais desafios ao ambiente de redes tradicional. “Cada pessoa nestes ambientes traz diversos dispositivos. Hoje é comum encontrar ambientes onde para cada pessoa existam pelo menos três ou quatro gadgets em uso”, diz. O executivo destaca que, para atender este cenário, a companhia conta com um amplo portfólio de soluções profissionais, incluindo switches e soluções para ambientes com cada vez mais aparelhos conectados.   

Neste contexto, os principais nomes do mercado concordam que um ponto tem se mostrado essencial para o crescimento da demanda geral do setor: o avanço das competições de eSport. “O número de pessoas que assistem e acompanham os torneios de jogos eletrônicos está crescendo de forma evidente”, lembra Alfredo Heiss, especialista em hardware da AMD. “Isso é especialmente importante, pois, segundo a 1ª Pesquisa Game Latam, feita pela Seeds Market Research, os entusiastas do eSport são os que mais compram jogos, hardwares e periféricos”, completa.

Segundo Daniel Gonçalves, Manager da XPG no Brasil, estamos vivendo um importante momento de transição no cenário gamer do Brasil e do mundo, com as fabricantes, distribuidoras e revendas assumindo um papel vital para o desenvolvimento, profissionalização e crescimento da indústria dos jogos. “Haverá um aumento exponencial no consumo de periféricos high-end pelo público gamer, à medida que surgem mais pessoas apaixonadas e engajadas com este universo no Brasil e no mundo”, diz. A marca, que é a linha Gamer da ADATA, vem expandindo seu portfólio, de memórias e SSDs, para novas linhas de periféricos e produtos de alta performance. 

A mudança no perfil dos consumidores (entusiastas e jogadores ocasionais) é salientada também por Marcelo Café, diretor geral da BenQ Brasil. “Antigamente, muitas crianças sonhavam em se tornar jogadores de futebol. Hoje, esses jovens querem ser Youtubers, Gamers, Streamers etc.”, afirma. Segundo o executivo, essa realidade tem provocado uma enorme mudança no comportamento das pessoas e exige que a indústria altere seu foco para atender a demanda não somente por bons jogos, mas também por tecnologia.

“A mudança da sociedade, o comportamento do consumidor e a expansão do acesso à Internet mostram que o mercado ainda está em transição. Acreditamos no crescimento constante do setor gamer e que o eSport será a modalidade com maior quantidade de espectadores do mundo de esportes geral”, diz. É por esse motivo que a companhia hoje, com a marca BenQ Zowie, faz questão de participar dos principais eventos do gênero, além de oferecer telas, displays e projetores específicos para o setor.  

Periféricos no centro das opções

No agitado mundo dos eSports, todos os produtos são passíveis de serem vendidos. Cadeiras, roupas e eventos são apenas algumas das opções mais atuais. Antes disso, porém, a preferência dos consumidores está certamente concentrada em outros itens, como controles, mouses, teclados, displays, headsets etc. “Vemos todos os anos, durante a BGS, que o crescimento da área se deve à paixão dos fãs, que não só desejam o game ou plataforma mais atual, mas movimentam o setor consumindo produtos e serviços que valorizem a própria experiência e realização desse consumidor”, completa Barreto, da Brasil Game Show.De fato, este é um mercado que oferece riquíssimas oportunidades às revendas. “Seja você um jogador profissional ou um gamer ocasional, a verdade é que velocidade e alto desempenho são fundamentais. Por isso mesmo, o aperfeiçoamento de periféricos para trazer conforto e precisão aos consumidores é um ponto fundamental”, comenta Raphael Perterson, Account Manager da Corsair no Brasil.
Peterson observa, ainda, que oferecer uma gama de produtos diversificada é a chave de sucesso nesse segmento. “Nós, por exemplo, estamos sempre nos reinventando e buscando novidades. Oferecemos processadores, placa-mãe e placa de vídeo, além de cadeiras, teclados, mouses, headsets, mousepads, suporte para fone de ouvido, placas de captura, iluminação para criação de vídeos e muito mais”, afirma. Como destaque, o executivo, acrescenta que a Corsair acaba de adquirir a OriginPC, uma das maiores empresas em integração de sistemas na américa do norte, e que recentemente lançou seu novo computador 4 em 1, com PC high-end e aplicações para PS4, XBOX e Nintendo Switch. 

 Já a Logitech acredita que o futuro é oferecer comodidade e eficiência a todos os momentos da vida do cliente – indo além dos jogos. “O Brasil possui diversas oportunidades e o consumidor brasileiro continua cada vez mais exigente, preferindo produtos de qualidade com durabilidade”, reforça Jairo Rozenblit, presidente da Logitech Brasil. “No segmento de games, somos detentores das marcas Logitech G, ASTRO Gaming e Blue Microphones. A Logitech acompanha e vê com muito bons olhos esse movimento. Tanto é que este ano, pela primeira vez na história da multinacional, eles lançaram produtos exclusivamente para o público brasileiro. Nossa expectativa é que a linha de games continue crescendo”, completa. 

A companhia acredita que o futuro desse mercado é apresentar novas soluções wireless para uso recorrente. “Sejam periféricos de escritório, gamers ou mesmo fones de ouvido para prática de exercícios, todos eles estão caminhando para extinguir aquele emaranhado de fios, sendo substituídos por produtos com qualidade até superior e longa duração de baterias”, fala Rozenblit. 

A Razer, no entanto, aposta em uma imersão completa, para consolidar seus produtos cada vez mais no dia a dia dos jogadores. “Deixamos de ser uma empresa de periféricos pra se tornar uma marca líder em lifestyle para Gamers”, conta Vitor Martins, diretor da Razer na América Latina. Hoje, o lineup da marca é composto por diversas linhas diferentes, incluindo hardware e periféricos para jogos de PC e consoles, além de laptops exclusivos da linha Razer Blade. A plataforma conta, ainda, com serviço de configuração em Nuvem, sistema proprietário de iluminação RGB e otimizador de jogos. Já no segmento de serviços, a companhia oferece o Razer zGold, crédito virtual para jogadores, e o Razer Pay, carteira eletrônica projetada para jovens e millennials.
Gonçalves, da XPG-ADATA, enfatiza que é importante estar atento para entregar todas as opções desejadas pelos clientes. “Além do aumento
exponencial de público, estamos vendo o crescimento de uma série de novas oportunidades derivadas dos games, que consideramos de suma importância para o futuro dos negócios”, afirma.

Revendas: o que fazer?

 Sem dúvidas, o grande desafio da área gamer é estar um passo à frente das exigências do público. “Não é recomendado ter apenas o “mais vendido”. Muitos consumidores sentem falta de outras opções no mercado. As lojas devem se manter atualizadas e entender quais são as linhas e produtos que estão vendendo. Os clientes são usuários que normalmente entendem muito do assunto”, pontua Peterson, da Corsair.             Isso exige atenção e, claro, conhecimento. Hoje, as principais marcas possuem programas próprios de treinamento, além de programas de marketing que podem ser vitais para os negócios. “Revendas, assim como demais canais, são mais que vendedores: são consultores tecnológicos que devem ser capacitados para oferecer soluções em tecnologia adequadas para cada cliente, construindo uma relação de confiança”, destaca Sakuma, da Lenovo. 

 Outro item a ser considerado é acompanhar a tendência dos eSports. “Para um bom resultado em vendas no setor é imprescindível promover a experiência de jogo e experimentação dos produtos para auxiliar o consumidor na escolha do modelo mais adequado. É importante que o canal também esteja alinhado e próximo das marcas e novidades de maior relevância na indústria”, comenta Kanno, da Acer.

 “A beleza da categoria de games está no ecossistema. Se eu puder dar uma dica, sempre que tiver a oportunidade de conversar com algum parceiro, mostrar o tamanho da oportunidade que existe em trabalhar com assinaturas, cartões presentes e portfólio digital, além dos já tradicionais consoles, jogos em mídia física e acessórios. Isso amplia a capacidade de faturar serviços e uma integração de sistemas com nossa rede de distribuição, que é bastante simples”, diz Motta, da Xbox Microsoft.   

Os canais estão diante de grandes desafios, mas principalmente de enormes oportunidades. A concorrência e o padrão pedido pelos clientes são pontos a serem estudados, buscando a melhor solução sempre. O que isso quer dizer? Que as revendas estão com o controle na mão para entender o que os consumidores querem e como suas equipes e mixes de oferta podem se diferenciar neste universo. Somente com conhecimento e inovação é que os canais levarão seus resultados a outros níveis, garantindo o sucesso na hora das vendas.


O que dizem  as distribuidoras?  

Mercado aquecido e expectativa pelas novidades. A área de games é vista com atenção pelas distribuidoras, que vêm investindo cada vez mais em ações específicas para o setor. A SND, por exemplo, lançou recentemente seu programa “Eu Gamer”, com condições especiais para os canais especializados no mundo dos jogos. “Temos vendedores especializados nesse segmento, que ajudam nossas revendas a compor melhor o resultado, assim como um portal onde divulgamos o que está em alta no momento, desta forma, a revenda sabe o que é importante ter disponível em sua loja”, diz Artur de Oliveira Junior, gerente de Divisão Componentes e Games. 
Outro ponto a ser destacado é a chegada de uma nova geração de consoles e tecnologias a partir do ano que vem. As companhias apostam nas novas versões dos consoles (PlayStation e Xbox) como prováveis impulsionadores da área, a partir dos próximos meses. Neste cenário, as companhias estão trabalhando para ampliar a capilaridade e agilidade dos serviços.  “O objetivo é garantir sempre um processo logístico apurado, com produtos a pronta entrega. Temos hoje um estoque abrangente, com catálogo e mix completo”, explica Simone Mazoco, gerente de Marketing da Alcateia. 

Garantir abrangência na oferta, com soluções alinhadas às demandas dos clientes, é o ponto-chave da estratégia da Ingram Micro. “Nossa linha gaming conta com uma vasta variedade de produtos, com acessórios, monitores direcionados ao público gamer e os principais fabricantes de consoles como Xbox e PlayStation. Porém, sabemos que a linha não ficaria completa se não possuíssemos uma boa variedade de jogos também”, enfatiza Sandra Fantoni, Marketing/C&C Product Director da Ingram Micro Brasil. De acordo com a executiva, a aposta é que as revendas encontrem todo o universo do segmento em um só lugar e com as condições necessárias para atender o dia a dia da loja. 

Além disso, o mercado vem investindo em treinamentos e ações de capacitação. É importante que os canais procurem informações com as distribuidoras catalogadas e invista em ações de pré-venda e de suporte. As informações e novidades estão surgindo e as revendas devem utilizar esses dados para gerar mais inovação e vendas!